Que amor sigo? Que busco? Que desejo?
Que enleio é este vão da fantasia?
Que tive? Que perdi? Quem mim queria?
Que me faz guerra? Contra quem pelejo?
Foi por encantamento o meu desejo
E por sombra passou minha alegria;
Monstro-me amor, dormindo, o que não via,
E eu ceguei do que vi, pois já não vejo.
Fez à sua medida o pensamento
Aquela estranha e nova formosura
E aquele parecer quase divino;
Ou imaginação, sombra ou figura,
É certo e verdadeiro meu tormento.
Eu morro do que vi, do que imagino.
(Edvarton Cavalcante)

Tá simplesmente perfeito
ResponderExcluireste teu soneto...Parabéns
poeta, um dia espero te ver
na ABL...
tu falas te amor como poucos
eita! axo q vc já deve ter sofrido
muito por amor, hein?
pois dizem q todo escritor tem
q sofrer pra escrever bem, mas se alguém
te fizer sofrer me procure
q eu te consolo...lindo!!!!
bjoooosssss
(Claúdia)